Biografia

Desde 2000, Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira desenvolvem uma pesquisa em dança, baseada no diálogo entre suas diferentes formações artísticas: Ana Catarina Vieira vem da metodologia russa Vaganova, adaptada para corpos latinos-americanos pelo professor Sacha Svetloff, e Ângelo Madureira, do Balé Popular do Recife, dirigido por seu pai, André Madureira, no qual começou aos 3 anos. Estes quatorze anos de trabalho continuado foram dedicados a sistematizar, na perspectiva da dança contemporânea, os materiais produzidos neste diálogo.

Em 2012, foram contemplados no Petrobras Cultural, um passo importante na carreira do grupo, por lhe trazer uma estabilidade temporária de 3 anos. Ao longo de seu percurso, a dupla produziu, criou e dirigiu Delírio (1999), Nação Brasílica (2000), Brasílica Ritmos (2001), Brasilibaque (2002), Somtir (2003), Outras Formas (2004), Como? (2005), Clandestino (2006), O Nome Cientifico da Formiga (2007), Agô Dança Contemporânea (2008), O Animal Mais Forte do Mundo (2009), O Animal Mais Forte do Mundo.2 (2009), Somtir.2 (2010), Baseado em Fatos Reais (2010), A Revolta da Lantejoula (2011), Nafta (2011), Mapa Movediço (2012). A Pele da Máquina (2014) é sua mais recente produção.

Além do repertório que foram construindo, realizaram também o projeto A Casa do Outro (2004), com objetivo de criar novos espaços para a dança contemporânea, que foi realizado em São Paulo, Zagreb, Rijeka e na Casa Hoffmann, em Curitiba.

O grupo recebeu diversos prêmios: Associação Paulista dos Críticos de Arte – APCA (2003) de revelação da pesquisa e APCA (2007) pelo percurso da pesquisa, Prêmio Estimulo à Dança, Bolsa Rumos Itaú Cultural (2003), Prêmio Cultura Inglesa (2005), Prêmio Funarte Petrobras (2006 e 2007), Prêmio Klauss Vianna (2009), Programa de Fomento à Dança de São Paulo (4ª, 7ª, 9ª e 12ª edições), Caixa Cultural (2010 e 2012), Proac Circulação (2012). Já se apresentaram em festivais como: Move Berlim (2007 e 2011); Queer Zagreb (2008, 2012 e 2013); Perforacije (Croácia, 2011); Festival Panorama (Rio de Janeiro, 2005, 2009 e 2011); Panorama SESI de dança (2005 e 2010); Festival Internacional Serra da Capivara (2004); Bienal Internacional do Ceará (2007 e 2009); Festival Internacional de Dança de Recife (2004); Projeto Palco Giratório do SESC (2009); Bienal SESC de Santos (2010), Festival Materiais Diversos (Portugal, 2012); Ano do Brasil em Portugal (Teatro Carlos Alberto – Porto, 2013); Festival Queer Split (Croácia, 2013); Festival Queer New York (2013); e Festival Prisma (Panamá, 2013).

Durante os anos de 2008 e 2009, o grupo trabalhou com Fernando Faro, diretor e criador dos Programas Ensaio e Móbile, da TV Cultura, que dirigiu os espetáculos O Nome Científico da Formiga e O Animal Mais Forte do Mundo. No ano de 2011, participaram do filme Os Brasileiros, dirigido por Phelippe Barcinski para a TAL – Televisión America Latina e, em 2013, no filme Dream Waves, de Gustavo von Ha.

Com apoio do IX Edital do Programa de Fomento à Dança, o grupo formou um grupo de estudos, composto por Ana Carla Fonseca Reis, Sonia Sobral e Christine Greiner, entre outros, que se dedicou a investigar formas de sustentabilidade para a dança contemporânea.